sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Piloto George Almeida confiante na conquista

George Almeida

George Almeida, piloto do Team Alpi Designer/Onedrive, mostrou-se confiante num bom resultado na disputa do título na classe de Turismo 2000 cc, no Grande Prémio 11 de Novembro, a ter lugar nos dias 2 e 3, no Autódromo de Luanda, referente à sétima e última prova do Campeonato Nacional de Velocidade (CNV) de 2013, sob égide da Federação Angolana de Desportos Motorizados (FADM).

O piloto revelou que os técnicos não têm medido esforços para melhorar a velocidade de ponta do seu Honda, e conseguir a terceira vitória consecutiva, depois da consagração nas provas realizadas na Huíla e no Huambo

Estamos a efectuar melhorias a nível do chassis e existe uma forte possibilidade de conseguirmos a terceira vitória consecutiva, porque estamos a trabalhar a fundo na melhoria da velocidade de ponta. Em provas passadas perdíamos 1 a 2 segundos nas rectas. Com esta melhoria, vamos poder encurtar a distância dos nossos adversários neste GP”, augurou.

George Almeida disse que as duas últimas vitórias aconteceram devido a melhorias no carro, pelo que está confiante nesta última prova em Luanda. 


Para garantir o título, o piloto da Alpi Designer/Onedrive precisa de garantir um primeiro e um terceiro lugar nas mangas em disputa. Para tal vai ter de superar a concorrência de Nuno Ricardo (Team GT Radical), Luís Fernandes (Pumangol ) e Lili Guedes do Team Pólo Norte.


Caso não vença, George Almeida disse que qualquer lugar do pódio serve, para dignificar o esforço que tem sido desenvolvido por todos os integrantes da equipa, e dá acesso a uma prova internacional a disputar-se na África do Sul, no final do mês, qualificativa para o campeonato das Nações Africanas, ao lado de pilotos da casa, da Namíbia, Zimbabwe, Moçambique e Angola.


in Jornal de Angola de 25.10.2013


Huambo ganha duas escolas primárias


A população da província do Huambo, concretamente na Caála, ganhou recentemente duas escolas do ensino primário, o que vai permitir a inserção de mais crianças no sistema normal de ensino.

Para a construção e ampliação das referidas instituições escolares, o governo local investiu mais de 73 milhões de Kwanzas.

O director provincial da educação, Sampaio do Amaral, disse que a inauguração das duas escolas vai ajudar muito.

Contamos com mais duas escolas, porquanto essas salas vão criar condições para mil e oitenta alunos que estudavam em más condições”, disse.


in Rádio N'Gola Yetu de 25.10.2013

Os encantos e os desencantos na obra de Manuel Rui


Luís Mascarenhas Gaivão, antigo adido cultural de Portugal em Angola, autor de um novo estudo sobre Manuel Rui, aponta o escritor angolano como uma figura universal com uma obra que vai além de todas as "fronteiras".

"Eu considero que Manuel Rui é um escritor que ultrapassa as fronteiras de Angola e as de África. É um grande escritor com recursos estilísticos e literários e de análise social muito profundos", disse à Lusa Luís Mascarenhas Gaivão, autor do livro "Manuel Rui: Percursos transculturais na obra do escritor".

Manuel Rui, 72 anos, natural do Huambo (antiga Nova Lisboa), formado em Direito pela Universidade de Coimbra, cidade onde colaborou na revista Vértice, regressou a Angola após 1974, tendo ocupado o cargo de ministro da Informação do MPLA no Governo de transição.

Foi o primeiro representante de Angola junto da Organização da Unidade Africana e, mais tarde, director do Departamento de Orientação Revolucionária e do Departamento dos Assuntos Estrangeiros do MPLA.

Membro fundador da União dos Escritores Angolanos, Manuel Rui é autor do Hino Nacional de Angola e da versão angolana da "Internacional", mas, a partir dos anos 1980, destaca-se através da obra literária "Quem me dera ser onda" (1982). É autor de títulos como "Crónica de um Mujimbo" (1989), "Rio Seco" (1997) e "Travessia por Imagem" (2012), entre outros.

"Manuel Rui tem uma escrita profunda naquilo que quer dizer mas com uma leveza da escrita, incorporando termos 'bantulizados' da língua portuguesa e utilizando a oratura com maior frequência do que qualquer outro escritor angolano. Tem uma linguagem muito fresca, muito viva, extraordinariamente conseguida e que relata socialmente todos os problemas que o país atravessa com um sentido crítico profundíssimo, uma ironia que é difícil encontrar", referiu Mascarenhas Galvão, que, no livro, sublinha os momentos de desencanto sobre o próprio regime.

"Corrupção, violência, diferenças sociais -- outros temas tratados nas bocas dos personagens de Manuel Rui. É calamitosa a situação do país pelo que procede, igualmente, à sua denúncia. Fá-lo sobretudo nas obras mais recentes, onde este fenómeno atinge proporções desmesuradas (...) E diz o inconfessável em tom de desabafo triste, 'Quem me dera ser corrupto. Às vezes dá-me vontade para poder ser pessoa" (página 104).

"Em 1982, com o processo de independência, as crises gravíssimas que Angola atravessou no período socialista e a não incorporação da ideologia pelo povo que, de facto, foi avesso à incorporação das ideologias, criticou primeiro com esse livro 'Quem me dera ser onda', que para mim é uma obra-prima de toda a humanidade, em que critica a evolução da revolução falsamente adoptada pela população. Só na periferia e só por palavras. É talvez o livro mais conhecido de toda a literatura angolana e que projetou Manuel Rui para o mundo, saindo das fronteiras de Angola", declarou o autor.

Para Mascarenhas Galvão, Manuel Rui tem procurado - sempre com sentido crítico - escrever sobre os abusos, sobre os costumes, sobre a vida difícil que o povo enfrentou com guerras que duraram muitas décadas.

"Ele tem desencanto? Tem. Porque todo o sonho de uma personalidade como Manuel Rui, como de todos os outros combatentes que lutaram pela independência, foi para fazerem um país que infelizmente não é aquilo que eles estão a ver agora", afirmou, sublinhando que a obra de Manuel Rui é, à semelhança do trabalho do escritor Pepetela, marcante para a história contemporânea do país.

"Manuel Rui, tal como Pepetela, são escritores que começaram a escrever ainda antes da independência -- no período anticolonial e da guerra -- e depois acompanharam a independência. Tiveram lugares proeminentes no novo país e viveram sempre lá e, portanto, relatam nos seus romances essa história de Angola que é uma história complicada, com guerras, sucessivos episódios e que há pouco mais de dez anos está à procura de se encontrar, na paz", conclui o autor, que critica a falta de divulgação de escritores africanos de língua portuguesa e dos aspetos "arrogantes" da lusofonia.

"Esta questão da lusofonia é tratada de forma arrogante da parte do Brasil e da parte de Portugal, porque estão sempre com a lusofonia na boca e 'que os africanos são isto e são aquilo' mas no fundo são eles, portugueses e brasileiros, que mandam nisto e não sabem que o mundo é de todos e de todos em parte igual. Eu não quero chamar-lhe neocolonialismo intelectual, mas às vezes é isso", criticou o antigo adido cultural de Portugal em Luanda (1996-2001).


O livro "Manuel Rui: Percursos transculturais na obra do escritor" (Edição da União dos Escritores Angolanos, 132 páginas) foi apresentado em Luanda e vai ser lançado em breve em Portugal.

in O SOL de 25.10.2013

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Campanha envolve milhares de famílias camponesas


O Governo Provincial do Huambo vai distribuir em breve cerca de 2.500 toneladas de fertilizantes diversos e meios técnicos às cooperativas e associações de camponeses, para garantir o êxito da campanha agrícola 2013/2014, anunciou segunda-feira o director da Agricultura e Pescas.

Emitério Tiago referiu que a campanha a nível do Huambo, lançada recentemente no município do Catchiungo, envolve um universo de 386.232 empresas agrícolas familiares ou de exploração agrícola, numa área de 970 hectares de terras cultiváveis em todos os municípios.

O director da Agricultura e Pescas disse que, no âmbito do Programa de Investimentos Público (PIP), o Governo Provincial adquiriu, em tempo oportuno, fertilizantes e meios técnicos que estão a ser distribuídos aos camponeses e agricultores, através do departamento provincial do Instituto de Desenvolvimento Agrário.


As autoridades adquiriram, para o efeito, 55 tractores e alfaias, para que cada município seja contemplado com cinco destas máquinas, com vista a apoiar as famílias camponesas e alargar as áreas de cultivo, salientou.


Além dos fertilizantes, o responsável garantiu o fornecimento de enxadas, charruas e sementes, bens que estão assegurados por meio de crédito de campanha.


Emitério Tiago afirmou que as famílias vão beneficiar de preparação mecanizada de terra sem qualquer dispêndio, no âmbito do acordo rubricado entre a direcção provincial da Agricultura e a Empresa Nacional de Mecanização Agrícola (Mecanagro), nos 11 municípios. 


A preparação mecanizada de terra para essa campanha vai beneficiar igualmente de cinco kits de mecanização agrícola, introduzidos o ano passado de forma paulatina, com o propósito de se ir substituindo a preparação de terra manual e de tracção animal pela mecanizada.

O director da Agricultura afirma que, apesar de tais investimentos na mecanização, a preparação de terra manual continua a ser a mais utilizada pelos camponeses.


Todos os meios que intervêm na campanha são vendidos às associações de camponeses ou às cooperativas agrícolas seleccionadas pelas Estações de Desenvolvimento Agrário (EDA), em colaboração com a União Nacional dos Camponeses (UNACA) e com supervisão das administrações municipais, disse. 


Emitério Tiago afirma que a campanha vai continuar com as culturas tradicionais que são o milho, feijão e hortícolas e conta também com o envolvimento do empresariado agrícola na cultura da soja e outros produtos, para garantir a diversificação no mercado.

Com a aposta em grande na agricultura, o Governo Provincial do Huambo pretende duplicar a produção de diversos produtos alimentares e aumentar a renda familiar. 


O Governo Provincial espera que a situação de seca que assolou a região no ano passado não volte a registar-se, com prejuízo de muitas culturas e plantações, provocando a redução de alimentos e rendas familiares dos camponeses. 

O dirigente afirma que o Huambo tem mostrado um indicador aceitável na produção do milho, apesar de situações menos boas, provocadas pelo fenómeno natural.

A província do Huambo chegou a colher, no ano passado, mais de 400 mil toneladas de milho e cerca de 97 mil de feijão, 86 mil de batata, além de 119 de hortícolas diversos.


Mais de um milhão de animais de grande e pequeno porte, entre suínos, bovinos, caprinos e aves, foram criados, augurando-se um aumento, tendo em conta alguns investimentos realizados pelo sector privado. 


O Governo Provincial do Huambo aposta também na criação de condições para o relançamento da criação da bacia leiteira do Huambo, com a montagem de câmara e equipamentos e a mobilização dos fazendeiros para o fornecimento da matéria-prima.

Reabilitação das vias

Para alcançar o êxito destes projectos, o Governo Provincial vai reabilitar cerca de 4.717 quilómetros de vias terciárias existentes a nível da região, para permitir o escoamento de produtos do campo para os centros de comercialização.

Numa primeira fase são feitos trabalhos de terraplenagem, enquanto na etapa seguinte procede-se à asfaltagem dos troços, avançou Emitério Tiago.


Incentivo à aquicultura

No quadro do Programa de Combate à Pobreza, o Governo Provincial do Huambo gizou um grande projecto que visa, a médio prazo, aumentar os níveis de captura de peixe de água doce. 

Vários pescadores organizaram-se em grupos de interesse económico e em cooperativas de zonas potencialmente pesqueiras, para tornar mais sustentável a actividade no Huambo.

O Governo Provincial do Huambo, através do departamento de Pesca, realiza um trabalho de sensibilização e de incentivo da aquicultura, com vista a garantir maior oferta de peixe nas épocas de pescaria baixa e aliviar a pressão sobre os rios. 


A a­quicultura pode ser comunal, comercial ou de investigação, podendo adoptar sistemas de produção extensivos, semi-intensivos ou intensivos, de acordo com a finalidade.

in Jornal de Angola de 24.10.2013

Caála ganha duas escolas do ensino primário


A população do Huambo ganhou várias infra-estruturas de âmbito social.

Trata-se de duas escolas do ensino primário, localizadas nas áreas de Catenguengue, município da Caála e Ngongoyinga, arredores da cidade do Huambo, perfazendo um toral de dose salas de aulas.

Para a construção e ampliação das referidas instituições escolares, o governo local investiu mais de setenta e três milhões de kwanzas.

Numa mensagem, às crianças que valorizaram a iniciativa, não esconderam a sua satisfação, uma vez que agora vão estudar em melhores condições de acomodação.

O sector de Ngongoyinga conta com mais um centro escolar moderno e acolhedor, onde alunos e professores terão acesso a um conjunto de inovadores diversificados, o que vai permitir o enriquecimento da aprendizagem e melhoria da qualidade da prática lectiva”, palavras dos alunos.


in Rádio N'Gola Yetu de 24.10.2013

Delegação do MAT trabalha na comuna do Chiaca


Uma delegação do Ministério da Administração do Território trabalha na comuna do Chiaca, município do Tchinjenje (Huambo), para avaliar as condições para execução do programa de requalificação dos reinos.

O projecto contempla a construção do palácio do Rei e mais de trinta residências, para os sobas que compõem o reino.

O chefe do departamento do JEP, afecto ao Ministério da Administração do Território e coordenador da delegação multissectorial, Pedro Euganda, disse que a visita enquadra-se no plano de orientações do Presidente da República.

Para cumprirmos com o objectivo que decorre da primeira visita que houve, e a primeira foi de levantamento das necessidades das autoridades tradicionais, no sentido de se criar infra-estruturas de apoio o poder tradicional”, disse.


in Rádio N'Gola Yetu de 24.10.2013

Casal acusado de matar filhos à paulada e pedrada



Um casal é acusado, pela Polícia Nacional da província do Huambo, de ter morto próprios filhos à pedrada e pauladas, hoje, 23, na vila do Alto-Hama e em Caála.

No Alto-Hama, um recém-nascido, de quatro meses de idade, morreu hoje,quarta-feira,  no bairro 10 de Dezembro, arredores dessa vila , 66 quilómetros da cidade do Huambo, depois de ter sido alvejado com uma pedra arremessada pelo pai quando brigava com a esposa.

Em declarações, Ermelinda Cassinda, que testemunhou o incidente, explicou que a pedra foi atirada, eventualmente, para a mãe, mas atingiu o bebé que faleceu momentos depois.

Lamentou o acontecimento e desencorajou o uso da violência como via de resolver conflitos familiares.


O autor deste homicídio voluntário, primeiro do género que ocorre este ano na comuna do Alto-Hama, também á se encontra detido pela Policia Nacional.

Por outro lado, uma mulher, identificada por Juliana Domingas, de 44 anos de idade, residente na comuna do Cuima, município da Caála (Huambo), matou, terça-feira, à paulada um dos  filhos,  menor de 14 de anos de idade, informou hoje à Angop fonte da Polícia Nacional (PN).

De acordo com fonte da Polícia Nacional, a cidadã, mãe de dois filhos, um dos quais vítima desse acto, foi detida em flagrante delito, numa altura em que espancava-o, por supostamente ter furtado 500 kwanzas.

No local do crime, os vizinhos, chocados com o sucedido, declararam que ainda tentaram acorrer para salvar o menor que clamava por socorro, mas a intervenção foi tardia.

A suposta homicida, viúva, dedica-se a actividades comercial.


in SAPO Notícias Angola de 24.10.2013