sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Artesanato é pouco valorizado


As obras de artesanato na província do Huambo são pouco valorizadas pela população, facto que desmotiva os artesãos locais a produzirem, além de retardar o desenvolvimento desta arte.
 
O facto foi dado a conhecer pelo representante dos artesãos, Manuel Lupoko Jamba, entrevistado acerca do tema “produção de obras artesanais”.
 
Segundo o responsável, apesar do artesanato transmitir a vivência dos antepassados e contribuir na preservação da cultura nacional, poucas são as pessoas que reconhecem o valor de uma obra.
 
Manuel Jamba informou que os cidadãos estrangeiros são os principais compradores de artesanato, por reconhecerem a sua importância, mas em pouca quantidade.
 
Referiu que não obstante a esta situação, os artesãos desta província não têm um espaço apropriado para comercializarem as suas obras.
 
A venda na rua degrada a obra, por esta estar exposta ao sol e também pela forma como é transportada”, manifestou.
 
Manuel Lupoko frisou que a comunidade rasta-fari controla 12 artesãos que se dedicam na produção de almofarizes, quadros de exposição, estátuas históricas, cadeiras de peles de animais e calçados tradicionais.
 
O custo de venda de uma obra, segundo ele, ronda entre os 500 a cinco mil Kwanzas.
in ANGOP de 16.08.2013

Expansão da rede escolar no município da Caála satisfaz responsável


A expansão da rede escolar no município da Caála, 23 quilómetros da cidade do Huambo, foi elogiada pela inspectora-geral do Ministério da Educação, Maria de Fátima Lemos, no termo da sua visita de trabalho.
 
Satisfeita com tal facto, a responsável felicitou a administração do município pelos esforços de construir escolas em todas as aldeias, visando erradicar o fenómeno de crianças fora do sistema normal de ensino por falta de estabelecimentos.
 
A inspectora-geral do Ministério da Educação mostrou-se também satisfeita com a forma como está a ser implementado, neste município, o programa de merenda escolar, facto que concorre para a redução do absentismo de alunos nas escolas.
 
Maria de Fátima Lemos referiu que o sector da educação enfrenta diversas dificuldades, não mencionadas, que serão ultrapassadas paulatinamente, com a intervenção do governo da província e do ministério.
 
Quanto ao cumprimento da reforma educativa, uma das razões da sua visita, a inspectora-geral do Ministério da Educação disse estar a decorrer dentro da normalidade.
 
Apelou os encarregados de educação a envolverem-se nas acções que visam melhorar a qualidade de ensino e aprendizagem, acompanhando de perto o desempenho dos filhos.
 
Maria de Fátima Lemos analisou com os responsáveis locais da educação o cumprimento das normativas das unidades escolares, programa, calendário de aulas, material didáctico de base, uso de cadernetas dos professores, metodologias de avaliação e ensino, desempenho dos alunos, perfil dos professores, planificações de aulas, mapa de acompanhamento dos professores, actividades extra-escolares e os seus objectivos, bem como o currículo académico.
 
As condições actuais das escolas do ponto de vista físico, as técnicas de supervisão dos directores e os relatórios de actividade de escolas foram outros assuntos discutidos no município da Caála durante o trabalho de inspecção.
 
A Inspecção Nacional do Ministério da Educação realiza anualmente visitas em todas as províncias do país para ter a real percepção dos problemas e os sistemas evolutivos do sector em prol dos alunos para o melhoramento do ensino em Angola.
in ANGOP de 16.08.2013

Munícipes do Londuimbali satisfeitos com inauguração da loja dos registos e notariados


Cidadãos  do município do Londuimbali,  província do Huambo, manifestaram-se satisfeitos com a inauguração da Loja dos Registos e Notariados, por aproximar mais os serviços dos utentes.

Em declarações, momentos após a inauguração do empreendimento pelo secretário de Estado para os Direitos Humanos, António Bento Bembe, o soba da aldeia do Soqui, Usombe Canguia, disse tratar-se da concretização de um sonho a muito esperado pela população.

O munícipe Uhango Justino reconheceu o esforço do Governo em tornar possível este projecto, já que muitos cidadãos não possuíam registo civil e Bilhete de Identidade.

Já Usombo Cangoia destacou os benefícios da infra-estrutura, tendo em conta que a população do Londuimbali estava desesperada devido a  longa distância percorrida, até ao município do Bailundo, para efectuar os registos de nascimento, Bilhete de Identidade, casamentos, entre outros actos civis , bem como para reconhecer os documentos.

Jacinto Dombele corroborou com a mesma ideia, afirmando que tratar um documento ficará, a partir de agora, menos oneroso, pois a viagem ao município do Bailundo custava mil kwanzas.

João Londoloca aplaudiu o facto de Loja de Registos e Notariados ter garantido emprego a muitos jovens, para além de demonstrar o esforço do Governo em expandir os serviços do sector da justiça.

A construção da loja está inserida no Programa de Modernização dos serviços da Justiça e dos Direitos Humanos, com vista a facilitar os cidadãos no tratamento de documentos em tempo real.

Erguida no âmbito do programa de investimentos públicos, a infra-estrutura custou 136 milhões, 582 mil e 682 kwanzas.

O município do Londuimbali, com população em 101 mil habitantes distribuídos numa superfície territorial de 2.698 km2, está a 97 quilómetros da cidade do Huambo.
in ANGOP de 16.08.2013

Rei Ekuikui V solicita reforço de transportes públicos na via Huambo/Bailundo

Rei Ekuikui V do Bailundo

O reforço de transportes públicos na rota Huambo/Bailundo foi defendido hoje, quinta-feira, pelo rei Ekuikui V do Bailundo, visando maior comodidade e segurança na circulação da população, sobretudo, dos funcionários públicos.

O rei disse que existe apenas um autocarro público que efectua esta via, realizando por dia duas viagens, considerado pouco, tendo em conta o número de utentes que se deslocam do Bailundo à capital da província e vice-versa.

Acrescentou que o movimento constante de cidadãos está a ser garantido por taxistas, mas os 500 kwanzas que cobram por cada viagem, num percurso de 75 quilómetros, não estão ao alcance de todos.

A desvantagem do custo, Ekuikui V adicionou o desconforto e o risco causado pelo excesso de lotação e de velocidade dos taxistas.

Opinou que a saída dos transportes públicos obedeceriam horários regulares, a exemplo que se regista na linha Huambo/Caála onde os cidadãos se deslocam facilmente.

A medida, de acordo com o interlocutor, também ajudaria os estudantes universitários residentes no Bailundo.
in ANGOP de 16.08.2013

Secretário de Estado lembra cidadãos importância do registo civil e do BI


O Bilhete de Identidade (BI), bem como o registo civil constituem direitos indispensáveis do cidadão, porquanto são documentos essênciais que permitem ao Executivo identificar o número da população angolana, afirmou hoje, quinta-feira, no Huambo, o secretário de Estado para os Direitos Humanos, António Bento Bembe.

Discursando no acto inaugural da loja dos registos do município do Londuimbali, a 98 quilómetros da sede da província, António Bento Bembe referiu que é com o registo e  identificação civil que o Estado consegue identificar o número de cidadãos existentes no país, de modo a melhorar as suas condições de vida.

Estes documentos são direitos importantes que o Estado deve conceder a qualquer  cidadão angolano, razão pela qual é necessário que os pais e encarregados de educação preocupem-se com o registo civil da criança após ao seu nascimento e, consequentemente, com a emissão do Bilhete de Identidade o logo que complete seis anos de idade”, sublinhou.

O secretário de Estado informou que o Ministério da Justiça e dos Direitos Humanos tem a orientação de registar em todo país mais de oito milhões de habitantes, de modo a permitir a criação de políticas públicas em beneficio da população, com realce para expansão dos serviços de notariado e identificação.

No entanto, pediu aos funcionários da Loja dos Registo do Londuimbali a trabalharem com rigor, dedicação e transparência para que os cidadãos sejam atendidos com respeito e dignidade.
in ANGOP de 16.08.2013

Novas unidades prisionais provam respeito aos direitos humanos - Bento Bembe


A entrada em funcionamento das novas unidades prisionais, em algumas regiões do país, provam claramente o respeito e a valorização dos direitos humanos no país, considerou, no Huambo, o secretário de Estado para sector, António Bento Bembe.

Em declarações à imprensa, no final de uma visita de constatação ao novo estabelecimento prisional do Huambo, com a capacidade para 816 reclusos, Bento Bembe sublinhou que as condições de acomodação da população penal representam a máxima sensibilidade do Executivo no asseguramento dos direitos humanos.

O respeito dos direitos humanos no país é bastante salutar, tendo em conta o empenho que do Governo tem feito, no tocante a construção de novas infra-estruturas penitenciárias, cujas condições humanas visam garantir a vivência condigna dos reclusos”, assegurou.

O secretário de Estado acrescentou que o Executivo para além, da sua incumbência e providência em garantir o bem-estar da população, tem cumprido com os trâmites da Constituição da República no que tange a valorização dos pressupostos que concorrem
para assegurar esta vertente.

Acompanhado pelo vice-governador da província do Huambo para o sector económico, Francisco Fato, o secretário de Estado, que efectua uma visita de trabalho de 24 horas à região, percorreu o imóvel, tendo recebido, na ocasião, explicações detalhadas sobre a actividade diária dos reclusos.

A Unidade Prisional do Huambo possui quatro blocos masculinos para albergar 730 reclusos, um feminino para 58 reclusas e outro especial com 28 lugares, totalizando 816 vagas.

A par disso, conta com uma área administrativa, residência do director, área académica com três salas de aulas, biblioteca, sala de informática, posto de saúde, uma quadra desportiva, entre outros compartimentos indispensáveis para o seu funcionamento.
in ANGOP de 16.08.2013

Uso da terra deve ser racional para o bem-estar da população


O uso da terra deve ser feito de forma racional para promover o bem-estar da população e o desenvolvimento socioeconómico, considerou, na vila municipal do Ecunha, o vice-governador de infra-estruturas, Calunga Francisco Quissanga.

Calunga Quissanga que fez esta afirmação na abertura do seminário sobre o Estudo da gestão de terras e recursos naturais, referiu que para atingir este objectivo é necessária uma aplicação rigorosa das políticas traçadas para este fim.

Para tal, disse, é ser necessário definir programas específicos de estudo de gestão de terras,  para que, de forma eficiente, este recurso natural possa servir todos os que dela dependem.

"A boa gestão da terra e dos recursos naturais, contribui para o desenvolvimento socioeconómico do país e na resolução de problemas económicos que afectam as populações", frisou.

O seminário, promovido pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), analisou os resultados dos estudos da gestão de terras e o trabalho investigativo realizado pelo Gabinete de Estudos para Agricultura Camponesa (GEAC), nos sectores de  Ngonguinga (Huambo) e Júlia (Ecunha).

Participaram do encontro membros das administrações municipais da Caála, Bailundo e Ecunha, autoridades tradicionais, religiosas, técnicos da Extensão de Desenvolvimento Agrário (EDA) e do Instituto de Desenvolvimento Agrário (IDA), bem como responsáveis de organizações não-governamentais.
in ANGOP de 16.08.2013