
As deslocações cada vez mais frequentes de pessoas em busca de zonas de menor risco de inundações, em virtude das chuvas que se registam na região do planalto central angolano desde o início do mês em curso, estão a causar vários danos ao meio ambiente, segundo alertou hoje, segunda-feira, o mestre em agro-ecologia Guilherme Carlos Agostinho.
Em declarações à Angop, o ambientalista salientou que muitas pessoas estão a deixar as suas aldeias e a concentrarem-se em zonas cujo solo é permeável, e que facilita o escoamento das águas das chuvas, evitando, deste modo, que as suas residências estejam submersas.
Salientou que a fixação das pessoas sinistradas devia ser acompanhada por especialistas para se diminuir o impacto ambiental negativo que tal fenómeno gera.
“Os cidadãos ao fixarem-se em áreas seguras são obrigados a devastarem florestas para construírem as suas residências, além de invadirem o habitat natural de outros seres vivos que vêm-se ameaçados com a presença de pessoas”, denunciou.
Guilherme Agostinho disse ainda que tais migrações são igualmente responsáveis pelo aumento de depósitos de lixo a céu aberto, poluição dos mananciais de água e outros tipos de poluição ambiental.
in Angola Press de 12.12.2011
Sem comentários:
Enviar um comentário