segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Recolhidos mais 70 mil explosivos nos últimos cinco anos no Huambo


Setecentos mil e 930 explosivos, de diversos tipos e calibres, foram recolhidos na província Huambo, desde o início do processo de desarmamento e entrega voluntária de armas de fogo em posse ilegal da população civil.


O facto foi anunciado pelo coordenador da subcomissão técnica da Comissão de Desarmamento na província do Huambo, subcomissário Manuel de Assis Neto, que falava na abertura da Semana Internacional do Desarmamento à População Civil, a decorrer de 26 a 31 deste mês.
Na ocasião, o oficial detalhou que durante o período em referência foram recolhidas 15.219 armas de fogo diversas, sendo que 14 mil foram destruídas por se encontrarem em estado obsoleto, enquanto 1.219 estão armazenadas.
Manuel de Assis fez saber que de 2008 a 2013 foram destruídas na província do Huambo um milhão, 117 mil e 512 cartuchos e munições em estado obsoleto, além de demolidos 850.902 apetrechos diversos, entre carregadores e cunhetas.
O processo de desarmamento em Angola vai prosseguir até que seja recolhida a última arma em posse ilegal da população civil”, disse, para mais adiante lembrar que os persistentes serão levados as barras do tribunal.
Afirmou que o processo de desarmamento da população civil constitui um opção certa do Governo angolano para garantia da paz e da democracia, razão pela qual conta com apoio de diversas organizações governamentais e não governamentais com destaque para a ONG “Hallo Trust”.
Disse ser imprescindível o envolvimento das igrejas, enquanto parceiras do Estado, no sentido de continuarem com as acções de sensibilização dos fiéis durante os cultos para que possam aconselhar outras pessoas sobre os perigos de uma arma de fogo em posse de civis.
Para Manuel de Assis Neto, o sector da educação deve também continuar a mobilizar os estudantes e académicos no sentido de entregarem voluntária as armas, tal como as autoridades tradicionais e administrativas, sobretudo com a promoção de palestras, passeatas e marchas de repúdio.
Precisou que as arrecadações oficiais de desarmamentos das Forças Armadas Angolanas (FAA) e da Polícia Nacional devem, essencialmente, reforçar as medidas de segurança, contando com envolvimento dos órgãos de Comunicação Social na abertura de espaços que visam desencorajar a posse de arma de fogo por indivíduos sem a devida autorização das autoridades.
in ANGOP de 26.10.2013

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