sexta-feira, 26 de abril de 2013

Estradas do Lépi precisam de intervenção urgente


O administrador comunal, Francisco Tchikete, disse  que a grande preocupação é a ruína de alguns pontões e as vias que ligam os sectores de Bongo, Ndumbu, Calenga Njdolo, Sandombo, zonas consideradas de grande produção de alimentos.

A produção existe, mas o grande problema é o escoamento de produtos para os mercados, pois temos muitas vias intransitáveis e os pontões totalmente degradados, o que impossibilita a chegada de meios de transporte, sobretudo no tempo da chuva”, disse Francisco Chikete.

Os habitantes da comuna, a 45 quilómetros da cidade do Huambo, têm como base de sustento a agricultura, produzindo essencialmente a batata, milho, feijão e hortícolas. A localidade de Ndumbu é a mais produtiva.

Para minimizar esta dificuldade, a administração comunal cedeu um espaço nos arredores da vila, denominado Mercado Rural, com mais de 30 bancadas, onde são comercializados os principais produtos do campo.

Laurinda Cassova tem uma lavra grande onde cultiva batata, repolho e cenoura e parte destes produtos é comercializada no Mercado Rural. O administrador disse que além dos solos serem favoráveis ao cultivo, o ano passado beneficiaram de algumas toneladas de fertilizantes com preços subvencionados pelo Estado e houve boa participação dos camponeses. As estradas secundárias e terciárias da comuna do Lépi estão degradadas.

O ano passado, o Instituto Nacional de Estradas de Angola (INEA) trabalhou no troço que liga a sede da comuna ao sector do Ndumbu.  Francisco Chikete referiu que existem perspectivas de reabilitar a estrada que liga os sectores de Bongo e Sandombo, no quadro do Programa de Investimentos Públicos (PIP) para facilitar a circulação de pessoas e bens.
A comuna do Lépi conta com uma estação dos Caminhos-de-Ferro de Benguela (CFB) e o comboio é a única via para a expedição dos produtos, tanto para a cidade do Huambo como para Benguela.
Mas para transportar os produtos dos campos para a vila é preciso reabilitar as vias de acesso. António Catone, mototaxista, disse que tem transportado os seus passageiros da vila para outras localidades, mas diz que o mau estado das estradas por vezes impede a circulação de pessoas e bens.
in Jornal de Angola de 26.04.2013

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