quinta-feira, 11 de abril de 2013

Instituto de investigação apostado na promoção da cultura de soja



O Instituto de Investigação Agronómica (IIA) está seriamente empenhado em promover a cultura de soja no país, para responder cada vez mais a crescente demanda deste cereal, anunciou, no Huambo, o director-geral desta instituição pública, Panzo Domingos.
 
Deu a conhecer que o ano passado o IIA deu início ao projecto de promoção da cultura da soja nas províncias do Huambo e do Bié, com propósito de oferecer aos camponeses novas técnicas e sementes que aumentem a produtividade.
 
Informou que o projecto, que em breve entrará para a sua 2ª fase, está a beneficiar oito cooperativas (quatro por província) que estão a ser instruídos também em técnicas de conservação de sementes mais baratas e eficazes.
 
Instalamos, na 1ª fase, campos de ensaios na Chianga (Huambo) e de demonstração nas cooperativas. Os resultados são, até aqui, são satisfatórios, verificamos que a introdução de rizóbio (bactéria fixadora do azoto) reduz os custos de adubação e permite obter rendimentos muito superiores que os actuais 350 quilogramas por héctar”, explicou.
 
Sublinhou ainda que as novas tecnologias que estão a ser ensaiadas pelo Instituto de Investigação Agronómica (rizóbio, melhoria da densidade de plantação, fertilização e escolha da época adequada para a sementeira) serão, a seu tempo, disseminadas a todos os agricultores nacionais que se dedicam ao cultivo de soja.
 
Panzo Domingos lembrou existir, no país, uma demanda crescente por este cereal, em face do desenvolvimento da avicultura, da produção de suínos e outros animais que se alimentam de derivados da soja que, disse ele, é um suplemente proteico para alimentação animal.
 
A meta do Instituto de Investigação Agronómica, acrescentou o responsável, é melhorar a segurança alimentar das populações e diversificar a produção agrícola no país, onde o milho, a batata, o feijão e a mandioca continuam a ser as principais culturas.
 
O preço da soja no mercado é bastante animador, o que vai fazer com que os agricultores tenham mais rendimentos. Precisamos produzir mais para incentivar o surgimento da indústria extractiva do óleo alimentar que o país ainda importa em grandes quantidades”, enfatizou.
 
O director-geral do IIA disse que estão igualmente a serem ensaiadas outras espécies de soja, importadas do estrangeiro, que adaptam-se ao clima do país e que permitem aos agricultores colherem mil quilogramas por héctar, contra os actuais 350, além de terem grãos maiores.

in ANGOP de 11.04.2013

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